sábado, 12 de abril de 2014

Prazer da carne


QUE ABRAM-SE OS PORTÕES DA IGNORÂNCIA!
Que minh'alma se emancipe de tudo o que há de ruim
- O conhecimento de tudo aquilo que o homem procurou!
Faça de mim, ó querida sociedade, mais um de seu aliado!
Me banhe com o elemento da púrpura do vinho,
Da música infernal e do prazer carnal!
Ó vida bela, tende piedade de mim!
O que o grandioso preparou não me interessa mais,
Assim como a bebida que não fornece o mesmo sabor pela temperatura.
Liberte-me da tentação do amor
Que tanto triste faz meu ser,
Ofertando de uma felicidade tão falsa quanto minha existência.
Dê-me a paz!
Dê-me o prazer!
O pão de cada dia não me basta!
A vida simples não me satisfaz!
O que me alimenta é a vontade de ser como tu, ó Deus!
Então não perca o meu tempo,
Que abram-se os portões da ignorância!
Deixe-me viver e desfrutar desse ciclo vazio!
Deleitar-me-ei dos vícios que aprisiona o homem sem conhecimento,
Deste que nada me serve, já que vivo aborrecido.

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