QUE
ABRAM-SE OS PORTÕES DA IGNORÂNCIA!
Que
minh'alma se emancipe de tudo o que há de ruim
- O
conhecimento de tudo aquilo que o homem procurou!
Faça
de mim, ó querida sociedade, mais um de seu aliado!
Me
banhe com o elemento da púrpura do vinho,
Da
música infernal e do prazer carnal!
Ó
vida bela, tende piedade de mim!
O
que o grandioso preparou não me interessa mais,
Assim
como a bebida que não fornece o mesmo sabor pela temperatura.
Liberte-me
da tentação do amor
Que
tanto triste faz meu ser,
Ofertando
de uma felicidade tão falsa quanto minha existência.
Dê-me
a paz!
Dê-me
o prazer!
O
pão de cada dia não me basta!
A vida simples não me satisfaz!
A vida simples não me satisfaz!
O que me alimenta é a vontade de ser como tu, ó Deus!
Então
não perca o meu tempo,
Que
abram-se os portões da ignorância!
Deixe-me
viver e desfrutar desse ciclo vazio!
Deleitar-me-ei dos vícios que aprisiona o homem sem conhecimento,
Deste que nada me serve, já que vivo aborrecido.
Deleitar-me-ei dos vícios que aprisiona o homem sem conhecimento,
Deste que nada me serve, já que vivo aborrecido.

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