O escuro profundo tornou-se um tormento às minhas retinas fatigadas que,
diante de uma pergunta sem respostas,
fez- me acordar pálido debaixo da tímida luz do luar.
O silêncio de outrora rompeu-se no momento em que essa questão veio
como um caminhão desgovernado,
e sem frear,
bateu de frente com a minha alma frágil e adormecida.
Apesar do susto;
da inquietude;
da inquietude;
da pequena taquicardia;
do acidente sem traumas,
não houve vítimas.
Apenas o conforto de minha vitimização:
não há respostas!
Mas uma pequena fagulha caiu sobre o óleo derramado ao chão,
provocando uma estranha lembrança,
que logo transformou-se numa epifania aterrorizante!
A acanhada luminosidade da lua eclodiu um assustador clarão
que queimava minhas córneas
e apavorava o vermelho de minhas retinas!
Mesmo com a coberta quente sobre os olhos feridos,
não foi possível apagar as chamas da hipócrita resposta causada pela simples reminiscência:
Ninguém se machucaria, se eu não fosse negligente.
