
Despertei, mas o corpo ainda pende em direção ao leito.
O coração está morno como a xícara de café abandonada por alguém que estava com pressa de sair.
O choro de ontem repercutiu aos quatro cantos de lugar nenhum:
ninguém se quer ouviu o lamento de um coração quebrado.
Os cacos de esperança caíram no chão no momento em que tentei me levantar da cama,
porém não os recolho...
Ao invés disso, arrasto-os para debaixo da cama.
Como de costume, tento me reerguer após o knock-out.
Mas não era de costume esperar o golpe vindo de você,
Então me contorço novamente na vã tentativa de olhar para o rosto do meu adversário,
mas vejo que não há mais ninguém,
nem mesmo eu...
Cantei vitória antes da luta, pois acreditei que meu adversário era previsível...
Com o fogo fui queimado sem ao menos vê-lo,
A ferida dói, dói, dói, dói e muito...
muito...
A carne expõe o patético rubro.
O peito pesa,
a respiração é fraca,
anseio
ar...
Adormeço novamente...