domingo, 12 de julho de 2015

Desbotado



O som ruidoso tocara minh'alma tão impulsivamente que,
 inconscientemente,
Meus sentimentos foram feridos desde o momento em que fui posto a esse lugar...
A luz que cegava meus olhos era de tão pura imagem que
Minhas lágrimas caíram sem pensar,
E sem o pesar de minha culpa,
Já imposta antes mesmo de minha chegada, 
Acolhido em seios calorosos e misericordiosos,
Provei do meu primeiro amor de maneira impulsiva e natural.

A vida é tão bela!

Mas,
A delicadeza do conforto tornou-se um tormento,
Como correntes presas à minh'alma valente!
Com a força dos meus braços,
A agilidade das minhas pernas, 
Fui capaz de derrubar o mais poderoso e temeroso dragão vermelho dos meus antigos pesadelos!
E Juntamente aos cavaleiros azuis e magos cor esmeralda,
 Também fui capaz de salvar as mais belas e as mais doces princesas!
Meus sentimentos foram compartilhados a ensurdecedoras gargalhadas, sem dor...
 Porém...
Tão antigos quanto à minha existência, 
Apenas o medo dos mesmos braços misericordiosos de outrora
Que me castigaram com a prisão de meus instintos!

A vida é tão...chata!

Meus instintos foram presos e massacrados,
E o único direito que minha carne possuía era a insatisfação do existir.
O coração aguentou os mais intensos sentimentos:
Tão bons como o olhar admirável de um anjo qualquer;
Tão amargas como a monotonia da vida.
Meus sentimentos foram feridos desde o momento em que fui posto a esse lugar...
Porém,
Sem nenhuma alma que pudesse abraçar as minhas dores.
A dor moldava a minha própria alma para sobreviver.

Qual é o sentido da vida?

Agora, a minha revolta é fundamentada no único átomo de de areia perdida no tempo,
Tão profunda quanto ao ódio da consciência constrangedora
É o vazio do meu existir...
Não sei se o que sinto é genuíno
Não sei se é real
pois...
Meus sentimentos foram feridos desde o momento em que fui posto a esse lugar...



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